5 dias pelo Norte de Portugal
- 30 de mai. de 2016
- 6 min de leitura
Quando se fala em viajar os Portugueses pecam por querer conhecer o estrangeiro, mesmo antes de conhecer o seu próprio país, que tem tantos recantos, paisagens, cidades, história, lagoas, cascatas, monumentos, ruas e gastronomia para descobrir.
O nosso conceito tem sido acima de tudo combater o desconhecimento, que também nós tínhamos, do nosso país e ir partindo à conquista. Desta vez tirámos cinco dias e dirigimo-nos para Norte…Viseu, Castro Daire, Lamego, Amarante, Chaves, Vinhais, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Real foram as paragens escolhidas.
Saindo de Lisboa bem cedo chegamos a Viseu ainda de manhã. Com as malas já no hotel e calçado confortável iniciamos o passeio, sempre a pé! Nesta cidade tem para visitar a Sé de Viseu, a Igreja da Misericórdia e Museu da Misericórdia, o Museu Grão Vasco, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a Porta dos Cavaleiros, o parque Aquilino Ribeiro (onde pode parar para descansar um pouco), a Igreja dos Terceiros de São Francisco.
Após visitar esta última igreja desça até à Praça do Rossio, onde pode beber um café nas esplanadas sob a sombra de enormes árvores e ver o bonito painel de azulejos que representa a vida campestre. Neste local pode entrar no comboio turístico e conhecer todo o centro da cidade, sem ter que caminhar muito. Pode também para conhecer a cidade utilizar as bicicletas gratuitas da cidade.
No centro histórico poderá percorrer as ruas, ver as lojas de comércio tradicional, restaurantes, confeitarias, artesanato e animados bares. Certamente a meio do passeio irá encontrar a praça D. Duarte, pois é o local onde está muito do comércio tradicional da cidade e é inconfundível pela estátua de El-Rei D. Duarte, rei de Portugal e pela Janela de D. Duarte, de estilo manuelino, de onde se diz que o rei falava para o povo.
Passeie ainda pelo Parque do Fontelo e pela Ecopista de Viseu. Se ainda lhe restar tempo, não se esqueça de ir à procura da Cava de Viriato, o mais antigo monumento de Viseu. À noite vá até ao Palácio do Gelo, ao Bar Do Gelo De Viseu ou ao Ice Club Discoteca. Relativamente à comida as nossas sugestões são O Cantinho do Tito, conhecido pela boa comida, bom atendimento e apresentar na ementa comida típica da região; e para a Toca da Raposa, restaurante de referência na cidade, apreciado pela óptima comida, excelente atendimento e pelo ambiente acolhedor.
Para a sua estadia a nossa recomendação é a Pousada de Viseu, pela sua localização no centro da cidade, óptimas condições, ambiente aconchegante, conforto, peço e por ter pequeno-almoço incluído.
Antes de seguir viagem não pode deixar de passar na pastelaria Lobo e provar os famosos Viriatos, o bolo típico de Viseu.
Abandonamos Viseu pela manhã, rumando a Castro Daire, onde paramos para ver a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Matriz de Ermida, a Capela das Carrancas, a Igreja Matriz de Castro Daire e o Jardim Público de Castro Daire.
Seguimos depois para Lamego, terra conhecida pela grande escadaria que nos leva até ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. Mas antes de subir a belíssima escadaria passeamos pelo centro da cidade e conhecemos a Catedral de Lamego, as ruas pitorescas da cidade e o comércio tradicional. O nosso conselho é estacionar perto do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, visitar o mesmo, descer a escadaria, conhecer o centro da cidade e voltar a subir a escadaria para continuar a viagem. Ainda em Lamego, mas já fora do centro, não pode deixar de conhecer a Capela São Pedro Balsemão e Castelo de Lamego, ambos belíssimos.
Amarante é o próximo destino, a cidade dos tão conhecidos quilhõezinhos de S. Gonçalo. As ruas desta cidade são cinzentas de pedra, mas com uma beleza incondicional, em cima da ponte de S. Gonçalo podemos observar o rio Tâmega. Do outro lado da ponte avistamos os imponentes edifícios da Igreja e Convento de São Gonçalo, e mais à frente o Museu Amadeo de Souza-Cardoso.
Ao passar pelo convento, vai encontrar barracas com vendedores dos doces de S. Gonçalo que, por terem um aspecto fálico, são motivo de curiosidade dos que visitam a cidade.
Esta cidade tem ainda para nos mostrar a Igreja de S. Pedro e a Igreja de S. Domingos. A esta altura do dia já é tempo de almoçar e a nossa sugestão é de comida típica, bem servida, boa e barata. É isto que a Tasquinha da Ponte tem para oferecer.
Antes de deixar Amarante, não pode esquecer-se de passar pela Confeitaria da Ponte e provar os papos d’anjo, as lérias, os foguetes e as brisas do Tâmega.
A última paragem do dia é Chaves. Aqui poderá visitar a Torre de Menagem, o Forte de São Francisco, a Igreja da Misericórdia, a Igreja de Santa Maria Maior, a Ponte Romana de Trajano, as Varandas da Rua Direita, as Termas Romanas Aquae Flavie, o Jardim Público de Chaves e a área de lazer moderna.
Chaves é uma cidade pequena, magnifica, belíssima, organizada, limpa, floral e calma. Ficámos apaixonadas por completo!
Para comer nesta cidade aconselhamos a Taberna Típica Benito, por ser bem localizada, pelo ambiente rústico, pela boa comida e pelo preço. Já para pernoitar o Hotel Termas é o eleito, pelo seu ambiente agradável, conforto, localização, decoração simplista e o pequeno-almoço completo.
Quem vai a Chaves tem de se deliciar nos fabulosos Pasteis de Chaves, aproveite e compre uns para o caminho.
Já fora do centro de Chaves não poderíamos deixar de visitar o Castelo de Chaves e a enigmática Pedra Bolideira.
A manhã começa cedo e depois de acabar de conhecer Chaves é Vinhais que nos espera! Aqui fazemos uma paragem rápida, mas com tempo suficiente para ver o Castelo de Vinhais (ruínas), o Convento de são Francisco e a Igreja De São Pedro, Matriz De Moimenta.
Bragança, uma cidade cinzenta, deserta, degradada, abandonada e com os monumentos precisar de uma limpeza das pedras exteriores… este foi o nosso sentimento ao deambular pela cidade! Apesar de tudo isto a cidade tem para conhecer a Sé de Bragança, a Igreja de Santa Maria da Assunção, a Igreja da Catedral Velha de Bragança, a Igreja de Misericórdia, o Jardim de D. José de Almeida, a Praça velha e o Parque da Cidadela. Para além destes ainda tem obrigatoriamente de descobrir o Castelo de Bragança, onde pode ver o Domus Municipalis, a Igreja de Santa Maria, o Museu Ibérico da Máscara e do Traje, a Torre de Menagem e Museu Militar, bem como comer uma tapas ou beber algo nos restaurantes do interior das muralhas.
Para comer as nossas sugestões têm ambas o conceito de comer bem e barato e para isso dirija-se à Adega da Casa do Turismo (12€) ou ao Restaurante O Abel. Nesta cidade tem de provar a iguaria típica, o butelo, um enchido foito com bexiga ou bucho de porco e carne. Deixamos a dormida a cargo do Hotel Santa Apolónia, que apesar de ser fora da cidade tem condições excepcionais, conforto, a decoração tem a harmonia perfeita entre o rútico e o super elegante, o pequeno-almoço é divinal e o atendimento cinco estrelas.
A manhã chega e temos de continuar o nosso roteiro… o destino seguinte é a Casa do Careto em Macedo de cavaleiros, depois desta curta visita vamos para a terra das alheiras, Mirandela.
Temos em Mirandela o sentimento de uma cidade encantadora, em que as montras das lojas ostentam os produtos de fumeiro típicos da região. Nesta localidade temos para conhecer a Ponte Velha sobre o Rio Tua, a Igreja de São Tomé, o Parque do Império, as ruas simpáticas da cidade e o Castelo de Mirandela.
Vila Real é a nossa última paragem antes do regresso a casa. Aqui observamos a Sé de Vila Real, a Igreja da misericórdia, a Igreja do Bom Jesus, a Igreja do Bom Jesus do Calvário, o Miradouro do Calvário, a Igreja de São Pedro, a cidade velha, a Capela Nova, o Jardim da Carreira e já fora do centro da cidade o Santuário de Panóias.
Nesta terra é obrigatório ir à Casa lapão comer os seus pitos de Santa Luzia, covilhetes, cavacórios, ganchas, cristas de galo ou a bola de carne. Ainda no que refere a comida, mas de prato, a nossa sugestão é o Chaxoila, pela óptima comida, bom preço e por apresentar uma ementa repleta de comida transmontana; ou o Bons Tempos, pelo bom ambiente, boa comida e o preço.
O Hotel Miracorgo é o nosso eleito para a estadia, esta escolha deve-se à boa localização, bom pequeno-almoço, bom preço e por ser um local acolhedor, elegante, moderno e confortável.
O último dia de viagem começa com o Palácio de Mateus, o esplêndido solar do Palácio de Mateus atrai os curiosos pelos seus jardins bem cuidados, eventos musicais e pela arquitectura e decoração do interior da casa.
Terminando a visita regressamos a casa, pelo caminho pode aproveitar e parar em Murça, para comprar o tão apreciado vinho; em Favaios, para comprar umas garrafas do aperitivo; ou na Régua, para comprar uns rebuçados para a viagem.
P
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